Esses dias decidi rever alguns vídeos do álbum “Um barzinho um violão”, lançado CD e DVD em 2002 pela Universal Music. O DVD abre com a Ivete Sangalo cantando Fullgás, uma das muitas parcerias entre os irmãos Marina Lima e Antônio Cícero. Depois disso tive que ouvir a versão original, da Marina, a do Lulu Santos, entre outras. Lembrei que era uma canção que eu tocava bastante, e que volta e meia as pessoas pediam, e ela estava sempre na ponta da língua (e dos dedos).
A canção começa com uma entrega: “meu mundo você é quem faz: música, letra e dança”. Então vem a palavra “fullgás”, escrita assim mesmo, com dois l’s, do inglês “full gas”, transformando o sentido de fulgaz, que viria de fugacidade e se dissiparia rapidamente, para destacar um outro aspecto: aquilo que é cheio de vivacidade, atitude, coragem. Cheio de gás! Aquilo que lança, lança mais e mais e… Como viver sem algo assim? “então venha me dizer o que será da minha vida sem você”… Um amor esperto, um brinquedo, um amor desperta alegria, que remete à leveza da infância, que não entedia, pois está sempre em movimento.
Por isso a música puxa para cima, em sua versão original, com uma linha de baixo que lembra Billie Jean, de Michael Jackson (e que de fato foi inspirado nela), e que se torna música apetitosa para qualquer pessoa, independente do seu gosto musical. Contém ainda o sentimento de um Brasil dos anos 1980, com a redemocatização do Brasil, ao finalizar com os versos: “você me abre seus braços e a gente faz um país”.
Fullgás segue viva na memória de quem é amante de música brasileira, onde os irmãos, Marina Lima e Antônio Cícero, ecoam. É como expressa seguintes versos do poema “Cícero e Marina”, do Antônio Cícero, que é faixa do álbum homônimo Fullgás (1984):
“A minha vida tem um garoto chamado Cicero
Ele é a cobra do meu paraíso
Ele é a dobra do meu paraíso
Ele é a sobra do meu paraíso
Ele é a sombra do meu paraíso
Ele é a cobra
Ele é a cobra
Ele é a cobra
A minha vida tem uma menina chamada Marina
Ela é a cobra do meu paraíso
Ela é a dobra do meu paraíso
Ela é a sobra do meu paraíso
Ela é a sombra do meu paraíso
Ela é a cobra
Ela é a cobra
Ela é a cobra!”


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