Não me nego um banho de manhã, seguido de um café forte e quente como meu corpo colado no seu. Não me nego, a cada manhã, catar recortes daquele seu poema e encaixá-lo no meu. Não me nego imaginar o amanhã da forma mais otimista possível. Não me nego olhar no espelho e me ver dentro de uma fantasia incrível. Não me nego a fantasia de um beijo enquanto ornamento meu corpo de bijuterias; pois não me nego a noite, a beleza, a vida, a lua, e nem a sinfonia. Não me nego o som do violão numa tarde de domingo, nem o dissolver da solidão na moldura do seu sorriso.
Não me negue quando eu bater na sua porta, depois de um dia turbulento ou apático. Não me negue o som da sua voz e o amaciar de seu olhar simpático. Não se negue a fechar os olhos e desejar meu corpo numa noite fria. Não se negue ao desejo de perfurar meu corpo e procurar minh’alma numa manhã vazia. Não se negue a esse negócio, nêgo, que diante de tantos destroços parece uma cilada. Concordo, mas ainda assim me ponho a bordo, seguindo os movimentos da sua risada.


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